Eram várias vezes, ao acabar de nascer estrelinhas já se chocavam com aquele imenso planeta azul. Ah, o mar. Era como chamavam o planeta, aliás, provavelmente ainda o chamam assim.
Pense numa imensidão, é assim onde vivem as estrelas. Estrelas não tem cérebro, não sentem nada. Ou melhor, sentem, mas de uma forma diferentíssima. Estrelas podem sentir o amor. Não como se entende por aqui. Mas acho que elas sentem o amor como ele realmente é.
É difícil descrever a vida de uma estrela, o que se sabe é que é o ser mais brilhante que existe, mais até que o sol. Brilham mais do que podem, mais do que a própria vida. E ainda são os seres mais apaixonados.
Ah, o mar. Muitas e muitas estrelas se apaixonam perdidamente por ele. Volta e meia se pode ver uma estrela cadente se entregando ao seu amor.
Ah, o mar. Tão grande, tão formoso mesmo sem forma. Lisonjeado, acolhe cada estrelinha com o mais cuidadoso carinho. Estrelas-do-mar ao se 'cortarem' não se reconstituem por mero feito do acaso.
Eu desci por amor ao mar, mas cai aqui. Sorte?
maio 13, 2010
março 20, 2010
Cai, cai estrela 19:46
Várias pessoinhas já desenvolveram trilhões de teorias sobre estrelas cadentes. O que ninguém sabe é que estrelas cadentes não realizam desejos. Na verdade elas só estão em busca da realização do próprio.
No céu, o nosso querido céu, as estrelas nem imaginam que existam outros seres muito menos naquela incrível bola achatada onde vive o mar. Aliás, estrelas não se 'mexem', não 'sentem', não 'olham', não são como os humanos (um dia eu conto). O que se precisa saber é que as estrelas ficam boa parte do tempo olhando para o mar. O incrível mar.
Eu que já vivo na terra ainda consigo sustentar a idéia de quando estrela. O mar é mesmo incrível. Todas as estrelas amam o mar. Algumas reservam utopias e mirabolam planos. Não são muitas, nem tão poucas, mas existem várias estrelas que acabam amando tanto o mar que, literalmente, caem de amores.
Num desejo um tanto quanto insano e sem saber o que se sucederá, estrelas abrem mão de tudo e vão largando sua luz, brilho e seguem em direção ao mar.Se tornam cadentes _em todos os sentidos. Foi assim que nasceram as estrelas-do-mar, o que não quer dizer que todas as estrelas-do-mar foram estrelas-do-céu antes.
Nem todas as cadentes são bem sucedidas. Eu cai na terra por engano. Foi o melhor de todos os enganos, mas isso vou contar em outro conto.
No céu, o nosso querido céu, as estrelas nem imaginam que existam outros seres muito menos naquela incrível bola achatada onde vive o mar. Aliás, estrelas não se 'mexem', não 'sentem', não 'olham', não são como os humanos (um dia eu conto). O que se precisa saber é que as estrelas ficam boa parte do tempo olhando para o mar. O incrível mar.
Eu que já vivo na terra ainda consigo sustentar a idéia de quando estrela. O mar é mesmo incrível. Todas as estrelas amam o mar. Algumas reservam utopias e mirabolam planos. Não são muitas, nem tão poucas, mas existem várias estrelas que acabam amando tanto o mar que, literalmente, caem de amores.
Num desejo um tanto quanto insano e sem saber o que se sucederá, estrelas abrem mão de tudo e vão largando sua luz, brilho e seguem em direção ao mar.Se tornam cadentes _em todos os sentidos. Foi assim que nasceram as estrelas-do-mar, o que não quer dizer que todas as estrelas-do-mar foram estrelas-do-céu antes.
Nem todas as cadentes são bem sucedidas. Eu cai na terra por engano. Foi o melhor de todos os enganos, mas isso vou contar em outro conto.
março 15, 2010
fevereiro 23, 2010
Uma estrela e o Brilho 10:50
Era uma vez uma estrelinha que vivia bem longe de onde deveria estar, o céu. Onde ela vivia, agora, haviam outros sereszinhos que também tinham luzeszinhas. Com o passar do tempo as luzeszinhas desses seres foram mudando e cada um tinha uma luz diferente e nesse novo lugar as luzes precisam ser iguais pra tudo ficar bem. A estrelinha tinha a luz mais forte de qualquer outra, pois era uma estrela. Ao ver o brilho dos outros sereszinhos se apagando ela se desesperou. Estrelas gostam de lugares harmoniosos.
Num pensamento mais que insonte e ligeiro achou a solução avassaladora. Num silêncio a ação se fez, a estrela rapidamente tirou sua luszinha e a repartiu pelos sereszinhos que dormiam.
O que aconteceu em seguida, a estrela já sabia, mas seu coração doía. Ao tirar sua luszinha abria mão, inevitavelmente, de viver com os sereszinhos que só viviam com quem tinha o brilho igual. E ela agora, nem brilho mais tinha.
Num pensamento mais que insonte e ligeiro achou a solução avassaladora. Num silêncio a ação se fez, a estrela rapidamente tirou sua luszinha e a repartiu pelos sereszinhos que dormiam.
O que aconteceu em seguida, a estrela já sabia, mas seu coração doía. Ao tirar sua luszinha abria mão, inevitavelmente, de viver com os sereszinhos que só viviam com quem tinha o brilho igual. E ela agora, nem brilho mais tinha.
fevereiro 02, 2010
Indolor saudade 17:16
Tem dias que bate um aperto que faz o ar sumir, o coração quase fugir de tanto se espremer, acho que é saudade. Já ouvi tantas definições de saudade, algumas até parecidas com a que sinto, mas a minha não dói.
Há quem diga que saudade mata, eu não acredito. Não é só porque minha saudade não dói que ela é pequena ou menor que qualquer outra, não. Saudade é pura, é doce, é uma gostosa lembrança.
Tenho saudade de vocês, estrelas. Ainda bem que ao menos dá pra vê-las.
Há quem diga que saudade mata, eu não acredito. Não é só porque minha saudade não dói que ela é pequena ou menor que qualquer outra, não. Saudade é pura, é doce, é uma gostosa lembrança.
Tenho saudade de vocês, estrelas. Ainda bem que ao menos dá pra vê-las.